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Amanhã é dezembro. - Nycolle Soares

Amanhã é dezembro.

Amanhã é dezembro. Na verdade amanhã não é dezembro apenas por hoje ser o último dia de novembro, a questão é que amanhã sempre será dezembro.  O dia que ainda virá pode ser sempre o último, ou pode ser aquele em que sentimos que existe uma última oportunidade de começar, continuar ou terminar algo eu deveria estar acontecendo.

Como amanhã é dezembro decidi que ao invés de permanecer como leitora das páginas de algum livro eu sairia da inércia confortável de alguém que tem as suas próprias linhas para escrever e há algum tempo permanecia como espectadora das linhas de um outro alguém.

Amanhã é dezembro e talvez eu tenha que repetir tantas vezes para acreditar que o tempo passou e mais uma vez aquele depois que sempre fica pra outra hora, já chegou.

Chegou como chega todos os anos, como presente ou sentença condenatória, como lembrança ou filme novo, como festa ou como ponto final. A questão é que ele sempre chega, só não chega para aqueles que não respiram mais sobre esse globo terrestre.

O incrível é perceber que mesmo essa certeza sendo tão contundente, essa chegada ainda assusta, ainda tem aquela sensação de quem não sabe o que fez durante os onze meses que se o passaram.

O fato não é o mês, é esse sentimento que aparece e nos diz que mesmo perto de um fim ainda temos todas as possibilidades de um novo começo. O começo de quem na verdade nunca havia terminado.  O começo de alguém que por tanto tempo (ou nem tanto assim) esqueceu de si pra escrever histórias em outros lugares.

Talvez seja essa a nossa sina, repetir sem sentir o que sempre fazemos, sem conseguir perceber que não existe muito além disso, só um mês, um dia, algum momento, que é fim e sem que se possa evitar, vai chegar.

De todo modo resolvi, tomar posse do meu amanhã, que será esse começo de fim. Decidi que ainda existe tempo, entre o começo o meio e o fim, pra escrever algo que fique e lá na frente me diga, era dezembro e ainda assim você resistiu.

Um começo cheio de palavras repetidas, sem rimas ricas ou versos nobres. Um começo meio amassado sem muito alarde, uma volta de quem na verdade não foi. Com as palavras incertas de quem tem todas as dúvidas e uma única resposta: amanhã é dezembro.

 

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