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"Advo-crie", a arte de criar um novo jeito de advogar - Nycolle Soares

“Advo-crie”, a arte de criar um novo jeito de advogar

Acredito que eu tenha começado a minha vida “jurídica” em um momento de transição contundente. Eu cheguei a “ouvir falar” e ver em alguns processos e petições ainda “batidos” em máquinas de escrever, elaboradas por aqueles colegas que ainda tinham apego ou necessidade quanto ao uso dessa ferramenta, que agora descansa em paz.

Engraçado é pensar que meu primeiro estágio foi justamente para inserir dados em um software de controle de processos jurídico que o escritório havia iniciado – uma dolorosa – implantação. Depois desse primeiro estágio continuei acompanhando as dores de uma sociedade que precisa se adaptar a um avanço tecnológico galopante.

Confesso que dessa dor nunca sofri, os avanços só me causam interesse e curiosidade. São desafios que entendo como oportunidades. E então chegamos ao ponto. Portas que estão precisando ser abertas, outras que estão apenas encostadas e outras que já estão devidamente escancaradas. Falo sobre as oportunidades que o avanço tecnológico e a sofisticação das relações e interações criaram para os advogados.

Não tenho a pretensão de dizer que as áreas tradicionais irão acabar – nem acredito nisso – ao mesmo tempo devo alertar que o avanço nos processos não se restringe apenas ao processo eletrônico em si, o Direito de Família continuará a existir, assim como Penal, Civil, o Tributário, o Constitucional e todos os demais, continuarão a ser os “pais” de todos. Só que esses filhos agora são da geração Y e Z, e todas as outras que ainda surgirão.

Em meio a isso tudo falamos então de ramos com o direito Civil e Consumidor que se casam na área da saúde e deles nascem a abordagem quanto a bioética, biotecnologia, direitos dos pacientes, direito médico e olhando pelo prisma do empregador ainda colocamos o Direito do Trabalho com uma CLT recém “recauchutada” que traz as possibilidades de trabalho remoto, novas relações de emprego e um novo olhar sobre o que até tínhamos como cânone.

Voltando ao Direito de Família para mostrar o quanto o cenário traz uma infinidade de possibilidades, pesco a bioética do parágrafo anterior e lhes pergunto, quais serão os desdobramentos dos avanços da medicina quanto a inseminação artificial, armazenamento de material genético ou até mesmo quais serão as prerrogativas das famílias quanto ao “direito a morte”?

Já deu pra entender? Ainda não? Então vamos continuar no Direito de Família, como ficarão as relações entre os genitores os responsáveis pelos perfis em redes sociais das pequenas celebridades que já encontramos nas redes, com 150 mil seguidores e idade que ainda pode ser contabilizada nos dedos de uma mão?

Os genitores são sócios? Aliás é possível ser sócio de uma “empresa” que na verdade é apenas um perfil em uma rede social ainda que ele tenha, sem ser formalmente uma empresa, um faturamento que enche os olhos e os bolsos (é bom frisar)? E ai a empresa familiar, tão querida e conhecida por nós muda drasticamente de figura.

No Direito Empresarial, que já se divide em tantos ramos e na atualidade brasileira carece desesperadamente de uma renovação legislativa, vivemos uma onda de novos tipos organizações empresariais, startups, fintechs, e-commerces que na verdade precisam caber dentro do que já está previsto na lei, ainda que isso represente muitos entraves no crescimento dessa empresa. Aqui mais oportunidades, com portas escancaradas.

O Direito Digital que hoje na verdade está em todas as demais áreas, os crimes podem ser digitais, as infrações contratuais podem ser digitais, o uso indevido de imagem pode ser digital, o vazamento de dados, o uso indevido de licenças e até mesmo os prontuários médicos, podem ser digitais e logo mais serão todos.

O gado nas fazendas é rastreado por GPS, as indústrias trabalham com sensores, o INSS tenta avançar em sua modernização (sim, até ele), os trabalhadores fazem home-office, a medicina pode ser remota, já existem moedas digitais e o próprio dinheiro muitas vezes, é virtual.

O mundo mudou e não há como lutar contra isso, sugiro aproveitar a crista da onda. Para o advogado as possibilidades são imensas, a atuação com as causas que evolvem diversidade, o compliance que vem com força total interferindo em uma área tão tradicional que é o nosso Direito Administrativo, o Direito da Moda que surge como um apanhado das ferramentas que o sistema jurídico nos dá para lidar com um dos ramos que mais movimenta dinheiro no mundo.

Temos ainda atuação dos advogados em um panorama educativo sem depender das grandes e tradicionais instituições de ensino para atuar. Produção de conteúdo em plataforma digital (exatamente como essa que vos fala, está fazendo), aulas via YouTube, uso de redes sociais como uma nova dinâmica de relacionamento com o a comunidade jurídica e até mesmo novas formas te atendimento dos clientes de modo remoto, tudo isso está acontecendo.

O intuito aqui não é listar todas as possibilidades, pois acredito que nesse exato momento alguma nova relação possa surgir em algum canto desse país e então já estaríamos defasados. A máxima de que enquanto alguns choram outros vendem lenços se aplica perfeitamente a essa conjuntura de modificação de áreas de atuação jurídicas. O Advogado pode se inconformar ou buscar qualificações que estejam fora da grade curricular da faculdade, que não consegue acompanhar o avanço social assim como a legislação, e se tornar um elo entre o antigo e o novo, que possa trazer o que o cliente mais busca, alternativas.

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